Há silêncios que pesam mais do que qualquer palavra. Num recente conteúdo publicado nas redes sociais, a psicóloga clínica Dra. Shendylene Elias lançou luz sobre o luto materno, uma perda que continua a ser vivida, muitas vezes, longe dos olhares do mundo, mesmo quando transforma completamente a vida de uma mulher.
A especialista descreve dores que não terminam com a despedida: o quarto preparado que permanece intacto, a chegada da data em que o bebé deveria nascer, o primeiro Natal, o primeiro aniversário e até o impacto físico de um corpo que continua a produzir leite para um filho que já não está.
Outro momento particularmente difícil, destaca a psicóloga, acontece quando uma pergunta aparentemente simples “Tens filhos?” obriga muitas mães a enfrentar uma resposta que nunca imaginaram ter de dar. É uma ferida invisível que expõe o peso de uma maternidade interrompida e nem sempre reconhecida pela sociedade.
Ao trazer esse tema para o centro da conversa, a Dra. Shendylene Elias reforça a importância de validar um sofrimento que não precisa de explicação para existir. Porque há lutos que não se medem pelo tempo, mas pelo amor que continua presente mesmo depois da ausência.
Por: Jéssica Paulino
