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Mamacita

Dr. Marcelo Schneider Goulart explica o que a ciência já descobriu sobre a gravidez de meninos

A gravidez de um menino pode trazer diferenças reais para o organismo materno, embora isso não signifique que seja necessariamente mais difícil do que a de uma menina. A explicação foi partilhada recentemente pelo médico e urologista Dr. Marcelo Schneider Goulart, nas redes sociais, onde reuniu evidências científicas sobre como o sexo do bebé pode influenciar a gestação e o pós-parto.

Segundo o especialista, bebés do sexo masculino tendem a crescer mais rapidamente ainda durante a gravidez e, em média, nascem cerca de 100 gramas mais pesados. Para acompanhar esse desenvolvimento, o organismo da mãe adapta a forma como regula o açúcar no sangue, o que pode aumentar, ainda que ligeiramente, o risco de diabetes gestacional e de hipertensão no final da gravidez. O médico também explica que o corpo materno cria uma espécie de “memória” do filho, já que o cromossoma Y produz proteínas desconhecidas para o sistema imunitário da mãe, cujas marcas podem permanecer no organismo durante anos após o parto.

Na publicação, Marcelo Schneider Goulart refere ainda que fetos masculinos parecem ser mais vulneráveis ao stress durante a gestação, o que ajuda a explicar porque, em períodos de guerra, desastres naturais ou crises, nascem menos meninos. Já no pós-parto, destaca que mães de rapazes podem enfrentar maior cansaço, uma vez que estes tendem a chorar mais e demoram mais tempo a acalmar-se sozinhos, além de existir uma associação com maior risco de depressão pós-parto. O médico ressalva, contudo, que as diferenças entre gestações de meninos e meninas são reais, mas nenhuma delas torna uma experiência mais válida ou mais fácil do que a outra.

Por: Jéssica Paulino

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